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Ortopedia Pediátrica é tema de simpósio da SBOT-PA

By |2018-12-15T12:17:01-03:0015/12/2018|Notícias, PARÁ, Regionais|

As enfermidades ortopédicas em crianças foi tema de encontro realizado pela SBOT-PA no Hospital Porto Dias, em Belém. Durante o Simpósio de Ortopedia Pediátrica, dezenas de pessoas tiveram a oportunidade de assistir palestras dos ortopedistas Alexandre Lourenço e Chang Chia Po e da fisioterapeuta Vanessa Oliveira.

Em sua apresentação, o doutor Alexandre Lourenço destacou os casos de crianças que nascem com o chamado pé torto congênito, uma má formação bastante comum, de acordo com o ortopedista. “A cada mil nascimentos, uma criança vai ter pé torto congênito. É mais comum em meninos do que em meninas e, em 50% das vezes, ele é bilateral. É uma deformidade que muitas vezes é diagnosticada no pré-natal, então desde antes o nascimento a família recebe orientações. Mas o pé torto, se não estiver associado a nenhuma outra alteração, é facilmente tratado com o método Ponseti”, explicou Lourenço.

As deformidades angulares nos membros inferiores das crianças, também bastante comuns, são corrigidas sozinhas na maioria das vezes, conforme o desenvolvimento dos pacientes, explicou o doutor Chang Chia PO. “Cerca de 95% das crianças com perna em X ou em tesoura, que chamamos de Joelho Valgo, terão esse problema corrigido naturalmente, na maior parte dos casos até os 6 anos. Muitas vezes não precisa de tratamento. O problema é que 5% dos casos podem persistir até a vida adulta. Vale lembrar que essas crianças não podem engordar, pois pode piorar a deformidade”, comentou.

A doutora Vanessa Oliveira, por sua vez, explicou que a reabilitação com crianças merece um pouco mais de atenção e paciência, pois muitas não entendem a importância do tratamento. “A chave do sucesso da reabilitação realmente são os pais. Eles primeiro têm que compreender o que a equipe de profissionais precisa, seguir nossas orientações e o tratamento, e saber o que fazer com a criança em casa. Porque a criança fica uma hora com os profissionais de reabilitação e 23 horas com os pais. Então tudo que a gente fizer na terapia, tem que ser enfatizado no ambiente de casa”, disse a especialista.

O Simpósio de Ortopedia Pediátrica faz parte do calendário de eventos planejado pela SBOT-PA e é uma forma de divulgar a especialidade entre os estudantes e os residentes em ortopedia, conforme comentou o presidente da SBOT-PA, doutor Luciano Barboza. “Mais um evento realizado com sucesso pela nossa Regional. Esse simpósio em particular, sobre ortopedia pediátrica, contribui para a divulgação dessa subespecialidade muito importante para todos”, disse.

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