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IV Fórum de Ortopedia e Traumatologia do CFM debate auditoria médica, ética e inovação tecnológica

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou, no dia 28 de julho, o IV Fórum de Ortopedia e Traumatologia, reunindo especialistas de todo o país para discutir o tema “Auditoria Médica em Ortopedia: Ética, Regulação e Inovação Tecnológica”.

O evento promoveu debates sobre auditoria médica, segurança assistencial, codificação de procedimentos, inovação tecnológica e valorização da prática ortopédica, com foco especialmente voltado a qualidade da assistência ao paciente.

A abertura contou com a presença do presidente do CFM, Dr. José Iran da Silva Galo; do presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Dr. Miguel Akkari; da conselheira federal e coordenadora da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CFM, Dra. Leopoldina Milanez da Silva Leite; além dos membros da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia.

Em sua participação, o presidente da SBOT destacou os desafios enfrentados pelos ortopedistas na relação com operadoras de saúde, fornecedores de implantes e instituições hospitalares, ressaltando que a construção de diretrizes fortalece a boa prática médica, preserva a autonomia profissional e contribui para uma assistência baseada em critérios técnicos e éticos.

Miguel Akkari também ressaltou que durante o evento, seria apresentado um importante documento desenvolvido em conjunto com todos os Comitês de Especialidade da SBOT e coordenado pelo Dr. Adalto Lima, presidente da Comissão de Dignidade e Valorização Profissional da SBOT, o Manual de Diretrizes de Codificação e OPME, que reúne critérios técnicos e éticos para padronizar a codificação dos procedimentos ortopédicos, orientar a indicação de implantes e aprimorar a comunicação entre médicos, hospitais e operadoras.

Ética e regulação na auditoria médica

O primeiro módulo reuniu José Carlos Salomão, Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CFM; Eduardo Hosken Pombo, Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CFM; Igor Mascarenhas, Advogado; Shirllane Rodrigues de Barros, Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CFM e Anastácio Kotzias Neto, Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CFM, para discutir a responsabilidade do auditor médico, a fundamentação técnica dos pareceres e a preservação da autonomia profissional.

Os palestrantes reforçaram que a auditoria deve priorizar a qualidade da assistência ao paciente, reduzindo conflitos de interesse e utilizando ferramentas como a inteligência artificial apenas como apoio ao julgamento clínico, sem substituir a decisão médica.

Juntas médicas e decisão técnica

Com a participação de André Vinícius Saueressig Kruel, Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CFM; Manuel Joaquim Diogenes Teixeira, Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CFM; Márcio de Castro Ferreira, Médico Ortopedista Cirurgião de Joelho e Rosylane Nascimento das Mercês Rocha, 2ª Vice-Presidente do CFM, as discussões enfatizaram a importância da transparência, da identificação dos auditores e da apresentação de justificativas técnicas consistentes, reduzindo conflitos, judicializações e impactos negativos para os pacientes.

Codificação, OPME e inovação

O último módulo contou com Roberto Alvares Pintan, Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CFM; Jean Klay Santos Machado, Membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do CFM; José Luís Amim Zabeu, Chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital Vera Cruz de Campinas – SP; Adalto Ferreira Lima Júnior, Presidente da Comissão de Dignidade e Valorização Profissional da SBOT e Alcindo Cerci Neto, Conselheiro Federal pelo Estado do Paraná.

Os especialistas apresentaram o panorama das terapias regenerativas, como PRP e terapias celulares, destacando que sua incorporação à prática clínica deve estar sempre respaldada por evidências científicas e pela avaliação de segurança do CFM.

Entre os principais pontos, destacou-se a necessidade de codificar exatamente o procedimento que será realizado, fundamentar tecnicamente a indicação dos implantes e registrar essas decisões de forma criteriosa no prontuário.

Encerrando o fórum, foi apresentado o Manual de Diretrizes de Codificação e OPME, coordenado pelo Dr. Adalto Lima, que busca padronizar solicitações de materiais, ampliar a transparência entre os diversos atores do sistema de saúde e valorizar adequadamente a complexidade dos procedimentos ortopédicos.

O IV Fórum de Ortopedia e Traumatologia reforçou a importância da integração entre entidades médicas, especialistas e órgãos reguladores para fortalecer a ética, a segurança assistencial e a valorização da Ortopedia brasileira.

Confira o evento na íntegra: https://www.youtube.com/live/cIByUpBpus8?si=TGuxfP2cpqLZMGC7

 

29 de julho de 2026 • 16:00

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