
O uso de patinetes elétricos como alternativa de mobilidade urbana tem se intensificado nas cidades brasileiras, reacendendo o debate sobre os riscos associados a esse tipo de transporte. O tema é abordado em matéria publicada pelo JC UOL, que reúne alertas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) sobre o aumento de lesões relacionadas ao uso desses equipamentos.
De acordo com a entidade, a combinação entre velocidade, que pode chegar a até 30 km/h, e características estruturais dos patinetes, como rodas pequenas, eleva significativamente o risco de quedas e traumas. Irregularidades no solo podem provocar o chamado “efeito catapulta”, projetando o condutor para frente com impacto, o que aumenta a gravidade das lesões.
A Dra. Giselly Veríssimo, médica ortopedista e presidente da SBOT Regional Pernambuco, alerta para a percepção equivocada sobre o uso desses equipamentos. Segundo a especialista, muitas pessoas encaram o patinete como um item recreativo, o que contribui para a negligência no uso de equipamentos de proteção e aumenta o risco de acidentes. A médica também destaca que fatores como infraestrutura urbana inadequada e vias com irregularidades potencializam a ocorrência de quedas e lesões graves.
Ao longo da matéria, a SBOT também chama atenção para o perfil das lesões mais frequentes, que incluem fraturas de membros superiores, especialmente punho e antebraço, além de traumas cranianos e faciais, muitas vezes agravados pela ausência de capacete. O impacto desses acidentes é significativo, podendo resultar em sequelas importantes e sobrecarga nos serviços de saúde.
A entidade reforça ainda recomendações de segurança, como o uso de equipamentos de proteção individual, respeito aos limites de velocidade, treinamento prévio e atenção às condições do terreno, medidas essenciais para reduzir o risco de acidentes e promover um uso mais seguro dos patinetes elétricos.
Leia a matéria na íntegra na JC PE – UOL:
31 de março de 2026 • 16:32